segunda-feira, 9 de março de 2009

Sevilha, a Viagem - Parte 01

Dia 27 de Fevereiro

A nossa tão programada viagem a Sevilha estava para começar! Infelizmente naquele dia eu teria que sair tarde do trabalho, pois dois dias antes alteraram meu horário e isto nos “atrasou” um pouco! Até porque na Espanha é uma hora a mais que em Portugal! Anyway... Alugamos um coche para a viagem, durante todo o tempo na condução ficou o Tiago (AIESEC Goiânia). Fomos para Faro para pegar a Luciana (AIESEC Porto Alegre) para seguirmos para Sevilha.


Ao chegar a Sevilha é claro que todos estávamos encantados com a nova cidade e o óbvio aconteceu, os perdemos. Facto. Eu não gosto e não consigo me localizar com mapas de estradas, sempre me perco e faço uma confusão, por isso, Vanisa (AIESEC Santa Maria) ficou encarregada, até porque também estava na frente, mas foi um pouco de caos – por isto foi divertido. Nos perdemos também porque já havíamos sido avisados que a sinalização em Sevilha é muito ruim. Facto. Placas com nomes de ruas são muito escondidas e se passarmos da entrada onde queríamos, prepare-se para dar uma pequena-grande volta! Depois de várias voltas conseguimos chegar ao albergue, fiquei assustado quando o vi, do lado de fora se via uma luz vermelha, bem estilo bordel, logo pensei, pelamordedeus, onde eu vim parar! Entretanto, ao entrar no albergue fiquei aliviado, é muito bonito e arrumado, e a luz vermelha era do bar, que por sinal era muito giro confortável! No check-in já foi aquela boa confusão, o espanhol. Eu percebia, mas não percebia! Pedro (AIESEC Recife) era o que mais sabia espanhol então ficou como nosso porta-voz por muitas vezes na viagem, e é óbvio que teve mico com isso – mais para frente! Fomos para o quarto, guardamos nossas coisas e fomos para as pequenas ruas de Sevilha aproveitar a noite!

Dia 28 de Fevereiro

Acordamos e fomos tomar o desayuno para começarmos a nossa jornada de monumentos históricos e lugares famosos!


Um pouco sobre Sevilha. “Quien no há visto Sevilla no há visto maravilla” diz um antigo ditado popular. A cidade tem a classe cosmopolita das grandes cidades européias, a alma moura em coração espanhol. Durante a ocupação dos árabes, floresceu como metrópole e desbancou Córdoba como o principal posto avançado do Império Mouro na Península Ibérica. Depois, já no período cristão, tornou-se centro de comércio com as Índias. Foi do porto de Sevilha que partiram as caravelas de Colombo. E hoje é considerada também a capital do flamenco e por isto é a mais aberta e festeira do país!

Nossa caminhada matinal pela cidade havia começado e a beleza das ruas, com suas arquiteturas – mistura do novo com o antigo - encantava-me. Porém a escolha pelo novo logo foi feita, e mesmo depois de um desayuno com muito pão, e uma tentativa frustrada do Pedro de fazer uma panqueca (que não descolou da panela) fomos ao Starbucks, tomar algo mais!

Caminhando pelas praças já víamos muitas pombas na Plaza Nueva, como a Lu as adora sempre fomos muito simpáticos com elas!

Fomos em direção a Catedral e La Giralda. A Catedral, estilo gótico, foi construída entre 1401 e 1507 no lugar antes ocupado por uma mesquita, herança da ocupação moura. A antiga mesquita foi construída no final do século XII. A Catedral abriga diversas e belas obras de arte, como o retábulo do alto-mor com 44 painéis dourados em relevo, entalhados por escultores espanhóis e flamencos entre 1482 e 1564.

A torre La Giralda tem esta forma atual desde 1568. No alto da torre há uma estátua de bronze que representa a Fé. O cata-vento – giraldillo – deu o nome torre. Ambos monumentos, a Catedral e La Giralda, foram tombada como Patrimônio Histórico pela UNESCO em 1987.

Em seguida tomamos a direção para a Plaza de España. Foi construída por Aníbal González para ser apresentado a “Exposicíon Iberoamerican de Sevilla” em 1929. A praça tem uma forma semicircular – de 200 metros de diâmetro – que simboliza um abraço da Espanha e suas antigas colônias e está no caminho do rio Guadalquivir, como indicação para a América. Sua decoração básica é de principalmente de azulejos pintados a mão, mármore e cerâmica dando um toque renascentista e barroco a suas torres, é um dos lugares mais espetaculares da arquitetura espanhola contemporânea espanhola.

A praça está rodeado por um canal e que possui 4 pontes, que representam os 4 antigos reinos da Espanha.

Espalhados pela praça há várias tendas que vendem artigos típicos, músicos peruanos, carruagens para passeios, e numa dessas resolvemos olhar os preços para comprarmos algo típico. A praça tem um som constante de castanholas, da dança flamenca, e queríamos comprar uma daquelas. Eu sempre achei os sons de danças espano – latinas muito contagiantes, no entanto nunca havia experimentado “tocar” nenhum deles até este dia! Como bons brasileiros que somos, além de pechinchar no preço das castanholas pedimos uma aula a vendedora. Ela foi bué simpática. Confiram fotos e o vídeo.

CURIOSIDADE: E nesta mesma praça foi palco de um dos cenários de Star Wars – Episódio II: O Ataque dos Clones. No filme a praça representa um palácio na cidade de Theed em Naboo. As gravações terminaram no dia 12 de setembro de 2001.

Depois de muita diversão na Plaza de España, fomos em direção ao Parque de Maria Luísa. Em 1893 a princisa, de mesmo nome do parque, doou parte do terreno do Palácio San Telmo para a construção de um parque na cidade, a obra mais notável e a Plaza de España. No centro do parque o Pabellón Mudéjar abriga o Museo de Artes y Costumes Populares. E ali perto funciona o Museo Arqueológico.

No parque os passeios de carruagem continuam, e muitas pessoas a passar o dia em família, aproveitam o bom tempo para passar horas num lugar belíssimo, com jardins e paisagens maravilhosas. Foi neste parque a Lu foi escolhida por um pombo. Bom, algumas fotos vocês já viram. Que tal um vídeo agora? (tive problemas com o post e o vídeo vem depois). Vamos lá riem um pouco mais!

Depois de todos estes monumentos estávamos suuuuuuper cansados e ainda não havíamos almoçado. Durante a jornada secundária de achar um restaurante passamos por mais alguns monumentos, mas nós não estávamos bem dispostos de irmos a todos. Passamos pela Torre Del Oro e também Plaza de Toros Maestranza.

A Catedral já estava encerrada e só conseguimos ver uma pequena parte dela, por dentro. Infelizmente não conheci ela por inteiro.

Após o almoço, no Burguer King (¬¬), voltamos para a Plaza Contratación, ao lado da Catedral e descasamos por lá e mais logo nos lembramos dos nossos brinquedos novos, as castanholas. Não durou muito para bancarmos os turistas e darmos um pequeno show!

Voltamos para o albergue. Relaxar. Descansar. Conversar mais ainda e rir das histórias que se passaram naquele dia! Entretanto o dia poderia ter acabado, mas a noite estava para começar!

Todos arrumados e fomos novamente andas pelas ruelas próximas do albergue, os bares eram absurdamente pequenos e sem espaço e complemente cheios. Resolvemos ir para alguma discoteca e no albergue nos deram uma dica de uma que toca músicas dos anos 80. Perfeito, fomos para lá. E, facto, nos perdemos. Quando achamos não havia estacionamento, rodamos, rodamos, e achamos porém estava um pouco afastado, e estava a chover! WOW! Foi uma situação cômica para quem estava lá, eu ria que só. Chegamos à tal discoteca, ambiente giro e tudo mais, mas é claro, pequeno. Ok, mas e a música, boa?! Logo todos nós percebemos que se aquela música era anos 80, na Espanha as coisas foram muito diferentes, quando saímos estava a tocar Strokes. Por isso resolvemos ir para outro lugar e Tiago disse-nos que iria pegar o carro que era para nós esperarmos na porta pois ainda chovia. Como dito, o lugar era pequeno, então a entrada/saída também era, e nós 4 a espera do Tiago fechamos a entrada. Em seguida vem um segurança e fala conosco algo, o Pedro, que é nosso porta-voz espanhol logo disse “No, no. Tenemos um coche” (Não. Temos um carro.). Reparei que o segurança continuou a olhar para Pedro com uma cara de quem não se importava. Pedro pensou que o segurança estava a perguntar se precisávamos de um taxi, mas o que ele queria dizer era para nós sairmos dali pois não poderíamos bloquear a entrada, era para nós nos abrigarmos da chuva em outro lugar. Facto, que eu ri bué da cara do Pedro. Todos nós rimos. E depois disto, tudo que ele falava em espanhol nós dizíamos que ele deveria dizer que “Tenemos um coche!”. Pedro, o Mestre em Micos Lingüísticos!

A segunda parte da viagem de Sevilha estará disponível daqui há uns dias! Até já!

2 comentários:

Luciana Saraiva disse...

A Marquesa adorou o post! Também quero postar vídeos giros!
Posta logo a segunda parte porque tô curiosa, embora já saiba como termina a viagem! hahahaha
Temos que fazer mais viagens...urgente!

Cabral disse...

Massa!
Mas detalhe, eu não me perdi no sábado a noite, eu sabia muito bem pra onde eu ia.
E estou a falar sério!