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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mais uma viagem, mais um região em Portugal - O Alentejo

Bem, depois de ficar tanto tempo no Algarve, região sul de Portugal, resolvi visitar o Alentejo. Lá o clima é seco e quente, bem diferente de onde moro e foi a lugar onde mais senti calor em todo o país! Fiquei na cidade de Moura, na casa do Ricardo Patinho, Diretor de Finança da AIESEC Faro. Na viagem também foi a Luciana, a Marquesa de Pombal, e o Tiago a.k.a. Tziaaaago.

Chegamos na sexta-feira a noite em Moura e fomos jantar numa pizzeria. Ao conferir a carta vi que os preços são bué diferente do Algarve, e como são! Uma pizza grande custa 5€ que no Algarve é o dobro ou até mais! =O Sim, absurdo mesmo, com o salário que eu ganho, qualquer dinheiro é melhor que nenhum dinheiro! Economia sempre! Olha a crise pessoal! Como viajamos já era de noite, demos um pequeno giro pela cidade e fomos para casa, pois sábado seria dia de bater perna!

Dia 14 de março

Um pouco sobre Évora: Está situada a uma distancia de cerca de 130 km de Lisboa. Por ser uma cidade antiga, a parte entre muralhas conserva bastante os traços deste tempo, incluindo monumentos de várias épocas. O centro histórico faz parte da lista de Cidades Patrimônio Histórico da UNESCO, desde 1986.

Évora tem história para contar, foi habitada por romanos, tendo sido chamada de Liberalitas Iulia, e deste período restam inúmeros vestígios dos quais se destaca o templo romano conhecido como “Templo de Diana”. Durante as invasões bárbaras, a cidade teve sobre domínio visigodo. Em 715 d.C. a cidade foi conquistada pelos mouros.

Sua universidade foi construída em 1551, por Jesuítas, e nesta passaram muitos grandes mestres do saber da época. Já em 1759 foi encerrada por ordem do Marques do Pombal (tinha que ser não é Lu?!) junto com a expulsão dos jesuítas (apenas voltou a ser reaberta em 1973). O século XVIII marca o início do declínio da cidade de Évora. Hoje, entretanto, é uma belíssima cidade a ser visitada em Portugal, inclua no teu itinerário se vier conhecer este pequeno país!

Ok, back to the trip, passamos pelo Lago Alqueva, o maior lago artificial da Europa. E em seguida por uma Praça de Touros (aqui se fala igual ao Brasil, pois no Algarve é toiros).



Na cidade fomos até a Praça do Giraldo, onde seria nosso ponto inicial para começar nosso tour pela cidade! Na praça almoçamos e tiramos fotos à frente da igreja de S. Antão e a fonte Henriquina, ambas construída no século XVI. O rei D. Duarte instituiu no local o Paço dos Estaus, do qual ainda existem vestígios.

PS: como toda cidade turística há um adicional que a Luciana adora, pombos. Durante o almoço a Lu vivia a reclamar dos pombos próximos de nós! Ela estava louca para levar um casal para Faro! =D

Depois da refeição começamos pela Catedral de Santa Maria (conhecida também como ), construção gótica, completada no século XIII, com Claustro ogival do século XIV. A entrada principal está decorada com esculturas representando os apóstolos; o interior data do século XVII e XVIII, e inclui o Museu de Arte Sacra Merecem (o qual eu não visitei por questões de tempo). No claustro temos uma visão magnífica da cidade. Comecei a visita pelo claustro e depois pela igreja, confiram.










Logo ao lado da catedral há o templo romano. Como dito anteriormente chama-se Templo de Diana, contém colunas Coríntias e é um monumento único em Portugal.

História: Embora o templo romano de Évora seja freqüentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII. Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperadorAugusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal de Évora – então com o nome, dito anteriormente, Liberatias Iulia – e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no séc. V, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.

Curiosidades: O templo foi utilizado como açougue do séc. XIV até 1836. Isto ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição. Em 1871 foi restaurado pelo arquiteto italiano Giuseppe Cinatti.




O templo ainda está com sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora em ruínas. Umtotal de quatorze colunas de granito ainda estão de pé no lado norte (fundo) da base; muitas de suas colunas tem os capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave.

Os monumentos em Évora são todos muito próximos um do outro. É pernas para que te quero mesmo... tudo óptimo! =)

Do templo fomos a Capela de Ossos, o monumento mais excêntrico que eu queria muito visitar!

A capela faz parte da igreja de S. Francisco, que foi iniciada com base no modelo gótico, porém concluída no período manuelino.

História da Capela dos Ossos: é um dos monumentos mais conhecidos da cidade. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por três naves de 18,70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. As suas paredes e os oito pilares estão “decorados” com ossos e caveiras ligados por cimento pardo. As abóbodas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. Foi calculado à volta de 5000 ossos, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade.

Vejam as fotos e leiam os poemas que há na capela!






Igreja de São Franciso.


Ok, depois de tanto andar, visitar igrejas, capelas templos... hora de mais uma vez comer! Portugal tem muita coisa boa para se comer, especialmente as sobremesas! Wow, é impressionante como pode ser feito doces com ovos... nunca havia pensado nisto e é bué da bom!

Estava muito calor e fomos num bar, eu só queria um gelado, e para a minha surpresa achei batidos (Milk-shake) e de um sabor que nunca havia provado Porto (vinho do porto). Óbvio que tomei dois... bué da bom mesmo!

Dia 15 de março

Acordamos tarde, pois na noite anterior fomos num bar ao lado do castelo, muito giro. Almoçamos tarde. O calor fez todos desmaiarmos depois do almoço... ou seja, não deu para conhecer os lugares direito de Moura.

Aí estão alguns lugares de Moura...







PS: na praça o edifício é o hotel mais antigo da cidade!

Aguardem para o post sobre meu último dia de estágio! Até breve!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sevilha, a Viagem - Parte 01

Dia 27 de Fevereiro

A nossa tão programada viagem a Sevilha estava para começar! Infelizmente naquele dia eu teria que sair tarde do trabalho, pois dois dias antes alteraram meu horário e isto nos “atrasou” um pouco! Até porque na Espanha é uma hora a mais que em Portugal! Anyway... Alugamos um coche para a viagem, durante todo o tempo na condução ficou o Tiago (AIESEC Goiânia). Fomos para Faro para pegar a Luciana (AIESEC Porto Alegre) para seguirmos para Sevilha.


Ao chegar a Sevilha é claro que todos estávamos encantados com a nova cidade e o óbvio aconteceu, os perdemos. Facto. Eu não gosto e não consigo me localizar com mapas de estradas, sempre me perco e faço uma confusão, por isso, Vanisa (AIESEC Santa Maria) ficou encarregada, até porque também estava na frente, mas foi um pouco de caos – por isto foi divertido. Nos perdemos também porque já havíamos sido avisados que a sinalização em Sevilha é muito ruim. Facto. Placas com nomes de ruas são muito escondidas e se passarmos da entrada onde queríamos, prepare-se para dar uma pequena-grande volta! Depois de várias voltas conseguimos chegar ao albergue, fiquei assustado quando o vi, do lado de fora se via uma luz vermelha, bem estilo bordel, logo pensei, pelamordedeus, onde eu vim parar! Entretanto, ao entrar no albergue fiquei aliviado, é muito bonito e arrumado, e a luz vermelha era do bar, que por sinal era muito giro confortável! No check-in já foi aquela boa confusão, o espanhol. Eu percebia, mas não percebia! Pedro (AIESEC Recife) era o que mais sabia espanhol então ficou como nosso porta-voz por muitas vezes na viagem, e é óbvio que teve mico com isso – mais para frente! Fomos para o quarto, guardamos nossas coisas e fomos para as pequenas ruas de Sevilha aproveitar a noite!

Dia 28 de Fevereiro

Acordamos e fomos tomar o desayuno para começarmos a nossa jornada de monumentos históricos e lugares famosos!


Um pouco sobre Sevilha. “Quien no há visto Sevilla no há visto maravilla” diz um antigo ditado popular. A cidade tem a classe cosmopolita das grandes cidades européias, a alma moura em coração espanhol. Durante a ocupação dos árabes, floresceu como metrópole e desbancou Córdoba como o principal posto avançado do Império Mouro na Península Ibérica. Depois, já no período cristão, tornou-se centro de comércio com as Índias. Foi do porto de Sevilha que partiram as caravelas de Colombo. E hoje é considerada também a capital do flamenco e por isto é a mais aberta e festeira do país!

Nossa caminhada matinal pela cidade havia começado e a beleza das ruas, com suas arquiteturas – mistura do novo com o antigo - encantava-me. Porém a escolha pelo novo logo foi feita, e mesmo depois de um desayuno com muito pão, e uma tentativa frustrada do Pedro de fazer uma panqueca (que não descolou da panela) fomos ao Starbucks, tomar algo mais!

Caminhando pelas praças já víamos muitas pombas na Plaza Nueva, como a Lu as adora sempre fomos muito simpáticos com elas!

Fomos em direção a Catedral e La Giralda. A Catedral, estilo gótico, foi construída entre 1401 e 1507 no lugar antes ocupado por uma mesquita, herança da ocupação moura. A antiga mesquita foi construída no final do século XII. A Catedral abriga diversas e belas obras de arte, como o retábulo do alto-mor com 44 painéis dourados em relevo, entalhados por escultores espanhóis e flamencos entre 1482 e 1564.

A torre La Giralda tem esta forma atual desde 1568. No alto da torre há uma estátua de bronze que representa a Fé. O cata-vento – giraldillo – deu o nome torre. Ambos monumentos, a Catedral e La Giralda, foram tombada como Patrimônio Histórico pela UNESCO em 1987.

Em seguida tomamos a direção para a Plaza de España. Foi construída por Aníbal González para ser apresentado a “Exposicíon Iberoamerican de Sevilla” em 1929. A praça tem uma forma semicircular – de 200 metros de diâmetro – que simboliza um abraço da Espanha e suas antigas colônias e está no caminho do rio Guadalquivir, como indicação para a América. Sua decoração básica é de principalmente de azulejos pintados a mão, mármore e cerâmica dando um toque renascentista e barroco a suas torres, é um dos lugares mais espetaculares da arquitetura espanhola contemporânea espanhola.

A praça está rodeado por um canal e que possui 4 pontes, que representam os 4 antigos reinos da Espanha.

Espalhados pela praça há várias tendas que vendem artigos típicos, músicos peruanos, carruagens para passeios, e numa dessas resolvemos olhar os preços para comprarmos algo típico. A praça tem um som constante de castanholas, da dança flamenca, e queríamos comprar uma daquelas. Eu sempre achei os sons de danças espano – latinas muito contagiantes, no entanto nunca havia experimentado “tocar” nenhum deles até este dia! Como bons brasileiros que somos, além de pechinchar no preço das castanholas pedimos uma aula a vendedora. Ela foi bué simpática. Confiram fotos e o vídeo.

CURIOSIDADE: E nesta mesma praça foi palco de um dos cenários de Star Wars – Episódio II: O Ataque dos Clones. No filme a praça representa um palácio na cidade de Theed em Naboo. As gravações terminaram no dia 12 de setembro de 2001.

Depois de muita diversão na Plaza de España, fomos em direção ao Parque de Maria Luísa. Em 1893 a princisa, de mesmo nome do parque, doou parte do terreno do Palácio San Telmo para a construção de um parque na cidade, a obra mais notável e a Plaza de España. No centro do parque o Pabellón Mudéjar abriga o Museo de Artes y Costumes Populares. E ali perto funciona o Museo Arqueológico.

No parque os passeios de carruagem continuam, e muitas pessoas a passar o dia em família, aproveitam o bom tempo para passar horas num lugar belíssimo, com jardins e paisagens maravilhosas. Foi neste parque a Lu foi escolhida por um pombo. Bom, algumas fotos vocês já viram. Que tal um vídeo agora? (tive problemas com o post e o vídeo vem depois). Vamos lá riem um pouco mais!

Depois de todos estes monumentos estávamos suuuuuuper cansados e ainda não havíamos almoçado. Durante a jornada secundária de achar um restaurante passamos por mais alguns monumentos, mas nós não estávamos bem dispostos de irmos a todos. Passamos pela Torre Del Oro e também Plaza de Toros Maestranza.

A Catedral já estava encerrada e só conseguimos ver uma pequena parte dela, por dentro. Infelizmente não conheci ela por inteiro.

Após o almoço, no Burguer King (¬¬), voltamos para a Plaza Contratación, ao lado da Catedral e descasamos por lá e mais logo nos lembramos dos nossos brinquedos novos, as castanholas. Não durou muito para bancarmos os turistas e darmos um pequeno show!

Voltamos para o albergue. Relaxar. Descansar. Conversar mais ainda e rir das histórias que se passaram naquele dia! Entretanto o dia poderia ter acabado, mas a noite estava para começar!

Todos arrumados e fomos novamente andas pelas ruelas próximas do albergue, os bares eram absurdamente pequenos e sem espaço e complemente cheios. Resolvemos ir para alguma discoteca e no albergue nos deram uma dica de uma que toca músicas dos anos 80. Perfeito, fomos para lá. E, facto, nos perdemos. Quando achamos não havia estacionamento, rodamos, rodamos, e achamos porém estava um pouco afastado, e estava a chover! WOW! Foi uma situação cômica para quem estava lá, eu ria que só. Chegamos à tal discoteca, ambiente giro e tudo mais, mas é claro, pequeno. Ok, mas e a música, boa?! Logo todos nós percebemos que se aquela música era anos 80, na Espanha as coisas foram muito diferentes, quando saímos estava a tocar Strokes. Por isso resolvemos ir para outro lugar e Tiago disse-nos que iria pegar o carro que era para nós esperarmos na porta pois ainda chovia. Como dito, o lugar era pequeno, então a entrada/saída também era, e nós 4 a espera do Tiago fechamos a entrada. Em seguida vem um segurança e fala conosco algo, o Pedro, que é nosso porta-voz espanhol logo disse “No, no. Tenemos um coche” (Não. Temos um carro.). Reparei que o segurança continuou a olhar para Pedro com uma cara de quem não se importava. Pedro pensou que o segurança estava a perguntar se precisávamos de um taxi, mas o que ele queria dizer era para nós sairmos dali pois não poderíamos bloquear a entrada, era para nós nos abrigarmos da chuva em outro lugar. Facto, que eu ri bué da cara do Pedro. Todos nós rimos. E depois disto, tudo que ele falava em espanhol nós dizíamos que ele deveria dizer que “Tenemos um coche!”. Pedro, o Mestre em Micos Lingüísticos!

A segunda parte da viagem de Sevilha estará disponível daqui há uns dias! Até já!