







De volta ao chão, ao pé da torre tem um museu de fotografia, que antigamente funcionava como cadeia.



Dia 29 de março









Depois de pouco mais de 5 meses de estágio no hotel, chega o dia final! Lembro-me no início que gostaria que este dia chegasse logo, mas quando chega “nossa vida passa diante dos nossos olhos num segundo”! =D O tempo voou!
Bem, este é/foi um estágio pela AIESEC, e por este simples facto o estágio é diferente. Se uma pessoa passa um tempo na organização ela aprende a desenvolver suas capacidades, o estágio é para ela aplicar o que aprendeu na AIESEC e também desenvolver outros. Desafiar-se. Confrontar-se. Descobrir-se. Evoluir.
Durante meu curto tempo de estágio aprendi muito, infelizmente por muitos problemas vindos do hotel ou até mesmo pela AIESEC Faro não pude aproveitar tanto quanto gostaria. Problemas que não convém serem escritos aqui. Recente completado um mês em Portugal, eu, numa livraria leio uma frase que me acompanharia pelo resto do estágio, como forma de seguir em frente, mas também levarei para o resto de minha vida!
“Não podemos escolher as cartas que nos são distribuídas,
a nossa liberdade reside em saber jogá-las – Randy Pausch”
Sair do seu país, começar a criar raízes em outro é sempre muito difícil, mesmo que seja por um curto tempo. A experiência, um pouco dolorosa, é ao mesmo tempo uma metamorfose! A pessoa que entra no avião para sair de seu país deixa de existir naquele momento. O regresso ao país é um “novo eu”, com conhecimento próprio e profissional melhor que antes. Realizar um intercâmbio é sempre muito bom, porém isto pode ser feito sem sair de casa, um exemplo é simplesmente receber uma pessoa de outro país em sua casa, como sempre o aprendizado é enorme.
Aqui em Portugal me surpreendi muito com o consumo da cultura brasileira, é claro, brasileiros aqui tem bué, como em qualquer lugar. Entretanto, a nossa cultura é consumida muito por portugueses, porém aqui também tem todos os povos colonizados por portugueses no descobrimento. Novelas é sempre o top. Seguindo as músicas, mas eles gostam das músicas que já são velhas para nós. Eu fui num bar/discoteca e eu tive que escutar o <É o Tchan>, logo pensei “PelamordeDeus, em que ano estou?! Isto não! =O”.
No início eu queria ir embora, mas depois conhecendo um pouco mais o país, existe sim muitos lugares giros e onde eu supostamente poderia morar, infelizmente a cidade aonde eu vim não se inclui na lista. Albufeira é uma cidade para ingleses tomarem sol, é impressionante a quantidade durante todo o ano. E todos ficam rosáceos a andar pela rua, todos se vestem iguais e, segundo outras línguas, no verão aqui têm jovens. Sim, Albufeira city é para nossos pais tomarem sol e comerem pasteis de bacalhau e pasteis de nata! =D Brincadeiras a parte, mas é verdade! =P
Bem, no estágio, que era de secções rotativas eu passei pelo Restaurante, Housekeeping, cozinha de Garde Manger, Animação, Recepção, Spa e GSM (gestão de clientes). Em todos aprendi coisas, porém a maioria como não se deve fazer. Ponto muito fraco no meu estágio, por ser estagiário, muitas vezes as pessoas não nos davam credibilidade, cabia a nós mostrarmos, mas muitas vezes parecia que não valia a pena, infelizmente. Por ser estagiário e brasileiro, me sentia diferente às vezes, e não gostei da sensação. Porém conheci pessoas maravilhosas que pude mostrar meu trabalho e conversar sobre tudo, pessoas que me ajudavam, conheci muito sobre a cultura portuguesa com estas pessoas, e muitas delas achavam os portugueses estranhos. Muitos têm opinião formada de como é um brasileiro, fiquei muito feliz um dia de escutar que eu havia mudado esta opinião em certas pessoas. Ali senti que parte de meu estágio estava realmente acontecendo! Foi óptimo. Então, chega de histórias, tenho que terminar meu pequeno-almoço, estou a comer morango com natas e açúcar (Van, o que diz-me?! =D). Vejam as fotos:















Chegamos na sexta-feira a noite em Moura e fomos jantar numa pizzeria. Ao conferir a carta vi que os preços são bué diferente do Algarve, e como são! Uma pizza grande custa 5€ que no Algarve é o dobro ou até mais! =O Sim, absurdo mesmo, com o salário que eu ganho, qualquer dinheiro é melhor que nenhum dinheiro! Economia sempre! Olha a crise pessoal! Como viajamos já era de noite, demos um pequeno giro pela cidade e fomos para casa, pois sábado seria dia de bater perna!
Dia 14 de março
Um pouco sobre Évora: Está situada a uma distancia de cerca de 130 km de Lisboa. Por ser uma cidade antiga, a parte entre muralhas conserva bastante os traços deste tempo, incluindo monumentos de várias épocas. O centro histórico faz parte da lista de Cidades Patrimônio Histórico da UNESCO, desde 1986.
Évora tem história para contar, foi habitada por romanos, tendo sido chamada de Liberalitas Iulia, e deste período restam inúmeros vestígios dos quais se destaca o templo romano conhecido como “Templo de Diana”. Durante as invasões bárbaras, a cidade teve sobre domínio visigodo. Em 715 d.C. a cidade foi conquistada pelos mouros.
Sua universidade foi construída em 1551, por Jesuítas, e nesta passaram muitos grandes mestres do saber da época. Já em 1759 foi encerrada por ordem do Marques do Pombal (tinha que ser não é Lu?!) junto com a expulsão dos jesuítas (apenas voltou a ser reaberta em 1973). O século XVIII marca o início do declínio da cidade de Évora. Hoje, entretanto, é uma belíssima cidade a ser visitada em Portugal, inclua no teu itinerário se vier conhecer este pequeno país!
Ok, back to the trip, passamos pelo Lago Alqueva, o maior lago artificial da Europa. E em seguida por uma Praça de Touros (aqui se fala igual ao Brasil, pois no Algarve é toiros).


Na cidade fomos até a Praça do Giraldo, onde seria nosso ponto inicial para começar nosso tour pela cidade! Na praça almoçamos e tiramos fotos à frente da igreja de S. Antão e a fonte Henriquina, ambas construída no século XVI. O rei D. Duarte instituiu no local o Paço dos Estaus, do qual ainda existem vestígios.
PS: como toda cidade turística há um adicional que a Luciana adora, pombos. Durante o almoço a Lu vivia a reclamar dos pombos próximos de nós! Ela estava louca para levar um casal para Faro! =D
Depois da refeição começamos pela Catedral de Santa Maria (conhecida também como Sé), construção gótica, completada no século XIII, com Claustro ogival do século XIV. A entrada principal está decorada com esculturas representando os apóstolos; o interior data do século XVII e XVIII, e inclui o Museu de Arte Sacra Merecem (o qual eu não visitei por questões de tempo). No claustro temos uma visão magnífica da cidade. Comecei a visita pelo claustro e depois pela igreja, confiram.







História: Embora o templo romano de Évora seja freqüentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII. Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperadorAugusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal de Évora – então com o nome, dito anteriormente, Liberatias Iulia – e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no séc. V, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.
Curiosidades: O templo foi utilizado como açougue do séc. XIV até 1836. Isto ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição. Em 1871 foi restaurado pelo arquiteto italiano Giuseppe Cinatti.


O templo ainda está com sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora
Os monumentos em Évora são todos muito próximos um do outro. É pernas para que te quero mesmo... tudo óptimo! =)
Do templo fomos a Capela de Ossos, o monumento mais excêntrico que eu queria muito visitar!
A capela faz parte da igreja de S. Francisco, que foi iniciada com base no modelo gótico, porém concluída no período manuelino.
História da Capela dos Ossos: é um dos monumentos mais conhecidos da cidade. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por três naves de 18,70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. As suas paredes e os oito pilares estão “decorados” com ossos e caveiras ligados por cimento pardo. As abóbodas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. Foi calculado à volta de 5000 ossos, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade.
Vejam as fotos e leiam os poemas que há na capela!




Igreja de São Franciso.
Ok, depois de tanto andar, visitar igrejas, capelas templos... hora de mais uma vez comer! Portugal tem muita coisa boa para se comer, especialmente as sobremesas! Wow, é impressionante como pode ser feito doces com ovos... nunca havia pensado nisto e é bué da bom!
Estava muito calor e fomos num bar, eu só queria um gelado, e para a minha surpresa achei batidos (Milk-shake) e de um sabor que nunca havia provado Porto (vinho do porto). Óbvio que tomei dois... bué da bom mesmo!
Dia 15 de março
Acordamos tarde, pois na noite anterior fomos num bar ao lado do castelo, muito giro. Almoçamos tarde. O calor fez todos desmaiarmos depois do almoço... ou seja, não deu para conhecer os lugares direito de Moura.
Aí estão alguns lugares de Moura...




PS: na praça o edifício é o hotel mais antigo da cidade!
Aguardem para o post sobre meu último dia de estágio! Até breve!