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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sempre tem que acontecer...

É claro que visitar um país em que não se fala a língua é sinônimo de algum mico. Comigo não poderia ser diferente, por mais que eu tente evitar estes tipos de coisas, uma coisa ali ou aqui acontece.

Estou na casa de meu amigo Ben, então quando ele está no trabalho eu saio, às vezes, para andar pela cidade e conhecer algumas coisas a mais.

História #1

Fui num shopping que tem aqui próximo da casa, entrei numa loja de eletrônicos – todo brasileiro adora sair do país para comprar eletrônicos “nossa, como é mais barato” – e a me divertir com tantas coisas que gostaria de comprar, mas nem na mala nem no bolso permitem, me contentei com produtos mais úteis para mim, tipo, dvd’s, memórias, pen-drive, hd externo... Escolhi uns dvd’s que não tem no Brasil (em Portugal eu não comprei nenhum dvd, lá também são tão atrasados, mais que o Brasil, e os nomes dos filmes e seriados são todos traduzidos para um título absurdo de estranho e não tive coragem de comprar – que horror mesmo). Outro detalhe importante, passei uns bons minutos a procura de dvd’s que eu gostaria de comprar com idioma, também, em italiano (sim, estou na Alemanha, mas a Itália é aqui do lado) e encontrei, assim poderei praticar melhor italiano, quando voltar para casa! Tá, chega, escolhi os dvd’s e mais umas coisas... fui para o caixa. A Frau (senhora) passa os produtos, diz a quantia, que eu fazia ideia pela minha soma mesmo, mas olhei no ecrã para ter certeza e quando entreguei o cartão de crédito, ela pegou e falou alguma coisa comigo, que eu rebati “Do you speak english?” é óbvio que ela não falava, e ela dizia “no... this... credit card”. Fiquei assustado e perguntei por quê. Ela: “cash”. Fiquei bravo, peguei meu cartão e fui embora sem comprar as coisas.

Quando o Ben chegou em casa, eu contei a ele o que aconteceu. Eu estava indignado e de certa forma certo, foi quando ele riu de mim e disse “a mulher não tem nada contra você, simplesmente a loja não aceita cartão de crédito, só débito.”. Pasmem! Comuassim.... 2009 e existe grande loja que não aceita cartão de crédito! =O

História #2

Aqui o tempo, está bom, mas mesmo assim minha pele fica seca por causa da temperatura em torno dos 20 graus... então fui ao supermercado para comprar um hidratante corporal, e que tenha menos de 100 ml por causa do controle nos aeroportos. Já fui meio preocupado em como eu acharia um hidratante que eu queria e tudo escrito em alemão. Ok... desafia-se, diria alguns amigos meus... =P

No supermercado demorei só para poder achar o corredor que havia hidratante, quando achei... FACTO, O QUE QUER DIZER O QUÊ? Olhei váaaaarios hidratantes, nenhum tinha nada escrito em inglês e alemão... vi uns que conheço pela embalagem e fui por eliminação, “Este tem desenho de uma mão, então não é. Este tem filtro solar, não é este mesmo. Este não tem nada desenhado, será que é? Deixe-me ler atrás... Droga, só alemão... peraí Körper, será que isto significa corpo?! Ah, chega, vai ser este mesmo, em casa eu vejo na internet se é para corpo mesmo.”

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sevilha, a Viagem - Parte 01

Dia 27 de Fevereiro

A nossa tão programada viagem a Sevilha estava para começar! Infelizmente naquele dia eu teria que sair tarde do trabalho, pois dois dias antes alteraram meu horário e isto nos “atrasou” um pouco! Até porque na Espanha é uma hora a mais que em Portugal! Anyway... Alugamos um coche para a viagem, durante todo o tempo na condução ficou o Tiago (AIESEC Goiânia). Fomos para Faro para pegar a Luciana (AIESEC Porto Alegre) para seguirmos para Sevilha.


Ao chegar a Sevilha é claro que todos estávamos encantados com a nova cidade e o óbvio aconteceu, os perdemos. Facto. Eu não gosto e não consigo me localizar com mapas de estradas, sempre me perco e faço uma confusão, por isso, Vanisa (AIESEC Santa Maria) ficou encarregada, até porque também estava na frente, mas foi um pouco de caos – por isto foi divertido. Nos perdemos também porque já havíamos sido avisados que a sinalização em Sevilha é muito ruim. Facto. Placas com nomes de ruas são muito escondidas e se passarmos da entrada onde queríamos, prepare-se para dar uma pequena-grande volta! Depois de várias voltas conseguimos chegar ao albergue, fiquei assustado quando o vi, do lado de fora se via uma luz vermelha, bem estilo bordel, logo pensei, pelamordedeus, onde eu vim parar! Entretanto, ao entrar no albergue fiquei aliviado, é muito bonito e arrumado, e a luz vermelha era do bar, que por sinal era muito giro confortável! No check-in já foi aquela boa confusão, o espanhol. Eu percebia, mas não percebia! Pedro (AIESEC Recife) era o que mais sabia espanhol então ficou como nosso porta-voz por muitas vezes na viagem, e é óbvio que teve mico com isso – mais para frente! Fomos para o quarto, guardamos nossas coisas e fomos para as pequenas ruas de Sevilha aproveitar a noite!

Dia 28 de Fevereiro

Acordamos e fomos tomar o desayuno para começarmos a nossa jornada de monumentos históricos e lugares famosos!


Um pouco sobre Sevilha. “Quien no há visto Sevilla no há visto maravilla” diz um antigo ditado popular. A cidade tem a classe cosmopolita das grandes cidades européias, a alma moura em coração espanhol. Durante a ocupação dos árabes, floresceu como metrópole e desbancou Córdoba como o principal posto avançado do Império Mouro na Península Ibérica. Depois, já no período cristão, tornou-se centro de comércio com as Índias. Foi do porto de Sevilha que partiram as caravelas de Colombo. E hoje é considerada também a capital do flamenco e por isto é a mais aberta e festeira do país!

Nossa caminhada matinal pela cidade havia começado e a beleza das ruas, com suas arquiteturas – mistura do novo com o antigo - encantava-me. Porém a escolha pelo novo logo foi feita, e mesmo depois de um desayuno com muito pão, e uma tentativa frustrada do Pedro de fazer uma panqueca (que não descolou da panela) fomos ao Starbucks, tomar algo mais!

Caminhando pelas praças já víamos muitas pombas na Plaza Nueva, como a Lu as adora sempre fomos muito simpáticos com elas!

Fomos em direção a Catedral e La Giralda. A Catedral, estilo gótico, foi construída entre 1401 e 1507 no lugar antes ocupado por uma mesquita, herança da ocupação moura. A antiga mesquita foi construída no final do século XII. A Catedral abriga diversas e belas obras de arte, como o retábulo do alto-mor com 44 painéis dourados em relevo, entalhados por escultores espanhóis e flamencos entre 1482 e 1564.

A torre La Giralda tem esta forma atual desde 1568. No alto da torre há uma estátua de bronze que representa a Fé. O cata-vento – giraldillo – deu o nome torre. Ambos monumentos, a Catedral e La Giralda, foram tombada como Patrimônio Histórico pela UNESCO em 1987.

Em seguida tomamos a direção para a Plaza de España. Foi construída por Aníbal González para ser apresentado a “Exposicíon Iberoamerican de Sevilla” em 1929. A praça tem uma forma semicircular – de 200 metros de diâmetro – que simboliza um abraço da Espanha e suas antigas colônias e está no caminho do rio Guadalquivir, como indicação para a América. Sua decoração básica é de principalmente de azulejos pintados a mão, mármore e cerâmica dando um toque renascentista e barroco a suas torres, é um dos lugares mais espetaculares da arquitetura espanhola contemporânea espanhola.

A praça está rodeado por um canal e que possui 4 pontes, que representam os 4 antigos reinos da Espanha.

Espalhados pela praça há várias tendas que vendem artigos típicos, músicos peruanos, carruagens para passeios, e numa dessas resolvemos olhar os preços para comprarmos algo típico. A praça tem um som constante de castanholas, da dança flamenca, e queríamos comprar uma daquelas. Eu sempre achei os sons de danças espano – latinas muito contagiantes, no entanto nunca havia experimentado “tocar” nenhum deles até este dia! Como bons brasileiros que somos, além de pechinchar no preço das castanholas pedimos uma aula a vendedora. Ela foi bué simpática. Confiram fotos e o vídeo.

CURIOSIDADE: E nesta mesma praça foi palco de um dos cenários de Star Wars – Episódio II: O Ataque dos Clones. No filme a praça representa um palácio na cidade de Theed em Naboo. As gravações terminaram no dia 12 de setembro de 2001.

Depois de muita diversão na Plaza de España, fomos em direção ao Parque de Maria Luísa. Em 1893 a princisa, de mesmo nome do parque, doou parte do terreno do Palácio San Telmo para a construção de um parque na cidade, a obra mais notável e a Plaza de España. No centro do parque o Pabellón Mudéjar abriga o Museo de Artes y Costumes Populares. E ali perto funciona o Museo Arqueológico.

No parque os passeios de carruagem continuam, e muitas pessoas a passar o dia em família, aproveitam o bom tempo para passar horas num lugar belíssimo, com jardins e paisagens maravilhosas. Foi neste parque a Lu foi escolhida por um pombo. Bom, algumas fotos vocês já viram. Que tal um vídeo agora? (tive problemas com o post e o vídeo vem depois). Vamos lá riem um pouco mais!

Depois de todos estes monumentos estávamos suuuuuuper cansados e ainda não havíamos almoçado. Durante a jornada secundária de achar um restaurante passamos por mais alguns monumentos, mas nós não estávamos bem dispostos de irmos a todos. Passamos pela Torre Del Oro e também Plaza de Toros Maestranza.

A Catedral já estava encerrada e só conseguimos ver uma pequena parte dela, por dentro. Infelizmente não conheci ela por inteiro.

Após o almoço, no Burguer King (¬¬), voltamos para a Plaza Contratación, ao lado da Catedral e descasamos por lá e mais logo nos lembramos dos nossos brinquedos novos, as castanholas. Não durou muito para bancarmos os turistas e darmos um pequeno show!

Voltamos para o albergue. Relaxar. Descansar. Conversar mais ainda e rir das histórias que se passaram naquele dia! Entretanto o dia poderia ter acabado, mas a noite estava para começar!

Todos arrumados e fomos novamente andas pelas ruelas próximas do albergue, os bares eram absurdamente pequenos e sem espaço e complemente cheios. Resolvemos ir para alguma discoteca e no albergue nos deram uma dica de uma que toca músicas dos anos 80. Perfeito, fomos para lá. E, facto, nos perdemos. Quando achamos não havia estacionamento, rodamos, rodamos, e achamos porém estava um pouco afastado, e estava a chover! WOW! Foi uma situação cômica para quem estava lá, eu ria que só. Chegamos à tal discoteca, ambiente giro e tudo mais, mas é claro, pequeno. Ok, mas e a música, boa?! Logo todos nós percebemos que se aquela música era anos 80, na Espanha as coisas foram muito diferentes, quando saímos estava a tocar Strokes. Por isso resolvemos ir para outro lugar e Tiago disse-nos que iria pegar o carro que era para nós esperarmos na porta pois ainda chovia. Como dito, o lugar era pequeno, então a entrada/saída também era, e nós 4 a espera do Tiago fechamos a entrada. Em seguida vem um segurança e fala conosco algo, o Pedro, que é nosso porta-voz espanhol logo disse “No, no. Tenemos um coche” (Não. Temos um carro.). Reparei que o segurança continuou a olhar para Pedro com uma cara de quem não se importava. Pedro pensou que o segurança estava a perguntar se precisávamos de um taxi, mas o que ele queria dizer era para nós sairmos dali pois não poderíamos bloquear a entrada, era para nós nos abrigarmos da chuva em outro lugar. Facto, que eu ri bué da cara do Pedro. Todos nós rimos. E depois disto, tudo que ele falava em espanhol nós dizíamos que ele deveria dizer que “Tenemos um coche!”. Pedro, o Mestre em Micos Lingüísticos!

A segunda parte da viagem de Sevilha estará disponível daqui há uns dias! Até já!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aconteceu em Sevilha...







Em breve mais histórias de Sevilha!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Micos devem ser compartilhados!

Olá pessoal, irei contar-vos o que aconteceu ontem no meu trabalho!

Para quem não sabe eu estava a trabalhar na Recepção do hotel e ontem foi meu último dia naquela secção. Como está para chegar um grande grupo no hotel a chefe da recepção precisava de ajuda e com isso meu amigo Pedro (AIESEC Recife) foi para a recepção. Ele já havia estagiado nesta secção, como já sabia os procedimentos foi para lá a pedidos.

Comecei a trabalhar umas 10 horas e Pedro deveria entrar ao meio-dia. Entretanto apareceu às 11 horas. E disse-me que era uma tentativa de sair mais cedo por causa do frio e não queria ir para casa a pé. Enfim...

Por conta do grupo, já temos os organizadores no hotel e a maioria fala inglês, muitos são ingleses mesmo. Da Recepção vemos todo o lobby do hotel e numa mesa que um cliente não deveria estar sentado, lá estava ele super tranquilo a navegar pela net no seu "portátil".

Depois já de trinta minutos que o Pedro já estava na Recepção, o mesmo cliente que estava na mesa, veio até nós e falou diretamente com Pedro, em inglês. Pedro entendeu que ele queria uma tesoura (scissors em inglês). Disse para o cliente para esperar um momentos que já pegaria, quando a achou, foi a ter com o cliente e este já não estava mais ao balcão, como bom estagiário que o Pedro é, quando o senhor olhou para a recepção Pedro o mostrou a tesoura, a balançar nas mãos, o cliente veio.

Quando o cliente chegou ao balcão disse: "I'm sorry?!".
Pedro: "Aqui está a tesoura que pediu!"
Cliente: "I didn't ask for a scissors. I said: I want to talk to César." (César em inglês se escreve Caesar, e tem a pronúncia parecido com tesoura em inglês)

Eu que estava do lado dele, tive que ter um super auto-controle para não rir na cara do cliente. Quando o mesmo deu as costas para o balcão, eu derrubei algo no chão e não me aguentei de tanto rir. O pior que a chefe de turno viu todo o acontecimento e foi para o Back Office contar a todos. Em não tinha postura para ficar na recepção e fui para o Back Office rir, para quem conhece as minhas risadas sabe que não posso fazer isto numa recepção de hotel! Fiquei uns dez minutos só rindo daquilo, quando saí e dei de cara com Pedro, foi mais um cinco, e tive que voltar pro Back. Para a alegria de todos, o escritório do César é do lado e ele veio conferir toda aquela bagunça! Contamos a história para ele, como ele é sério só gozou das nossas caras pelo acontecimento!

Ok, a história do scissors-César ainda não acabou! À tarde, uma outra cliente, em inglês, foi falar com o Pedro diretamente, e pediu uma scissors para ele. Na hora ele me olhou e apontei para a tesoura e ri da cara dele. Em seguida ele me confessa, eu quase perguntei: "To cut?"(Para cortar?)" isto a fazer o sinal com as mãos de cortar! Todos que estavam na recepção, já sabiam da história que aconteceu pela manhã e riram dele!

Isto é história de intercâmbio que não é para se esquecer!

Quem tem histórias para contar assim?! Enviem para o meu email! Quem sabe eu não faça um post com algumas histórias! Afinal, micos devem ser compartilhados!

Até o próximo mico!