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sábado, 17 de abril de 2010

São Paulo poderá ter porta bicicletas em ônibus


A capital paulista pode ter mais um incentivo para o uso do transporte público: sua bicicleta será bem vinda.

Após abrir as portas dos metrôs no fim de semana para as bicicletas, o sistema de ônibus de São Paulo pode seguir o mesmo caminho, com um estranho encaixe na frente dos veículos. Chama-se Bike Bus, da concessionária Sambaíba e ele está em fase de teste. Primeiramente ele deve estar presente nas linhas que passam pelos parques e ciclovias da cidade. Se for aprovado pela população, poderá se estender a toda frota da metrópole.

Via Pensando Verde

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Enquanto isto no Brasil, chega as bicicletas nos ônibus. Olha, sinceramente, isto já existe a anos, ou posso dizer décadas?, nos EUA. É tão mais prático e saudável, e possivelmente mais barato se não fosse tão fácil roubarem bicicletas aqui no Brasil. Mas parabéns pelo incentivo. Espero que aumente o número de ciclovias. Seguras, claro. =P

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Britânicos preparam plano de revitalização para SP

Ao longo das linhas de trem, prédios ambientalmente corretos de até 200 metros de altura - mais altos do que o Mirante do Vale, o maior edifício de São Paulo. No entorno, 360 mil metros quadrados de área verde, escolas públicas, boulevard e centro cultural. Um dos principais escritórios de arquitetura do mundo, o Foster + Partners, liderado pelo arquiteto inglês Norman Foster, autor de projetos urbanísticos grandiosos espalhados por 40 cidades do planeta, prepara, em parceria com empresários de São Paulo, um plano de revitalização para uma ampla região degradada entre a Mooca e o Ipiranga.

O projeto, previsto para uma área no perímetro da Operação Urbana Diagonal Sul, ao lado da Avenida do Estado, tem como referência duas intervenções feitas pelo escritório de Foster em Santa Giulia, em Milão, e em Masdar, nos Emirados Árabes Unidos. Para iniciar o empreendimento, o grupo conta com a aprovação do Projeto de Lei da Concessão Urbanística, que vai ser votado nesta semana na Câmara Municipal. A concessão urbanística permite à Prefeitura delegar à iniciativa privada, mediante licitação, obras de reurbanização de grandes áreas de São Paulo.

Mesmo que a lei seja aprovada na Câmara, porém, o grupo ainda terá de esperar que o Município defina a forma de licitação para a concessão urbanística. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano quer o poder público na liderança do processo de intervenção. Posição que tem o respaldo de outros urbanistas. "O Estado precisa liderar o processo para que o interesse da cidade prevaleça ao do mercado", defende a arquiteta Nadia Someck, diretora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

São Paulo, Agência Estado

segunda-feira, 2 de março de 2009

Depois de morar na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na África, paulistanos falam sobre a readaptação na volta à Metrópole

um novo olhar sobre a cidade

por Gustavo Fioratti, Revista da Folha

Em São Paulo, as pessoas se olham nas ruas. Em seus rostos, a sombra do cansaço. É uma gente calorosa comparada aos japoneses, embora não tão gentil quanto os americanos de Nevada. O metrô atende poucas regiões, mas é bem-cuidado. As raízes das árvores arrebentam calçadas cheias de desníveis.

Esse punhado de impressões sobre a maior cidade da América do Sul foi extraído de entrevistas com pessoas que deixaram a cidade e, depois de viverem experiências diversas em terras distantes, voltaram com o olhar modificado.

São relatos pessoais e subjetivos, como quando um chef de cozinha, Jorge Filio, 46, conta que saiu, em 1990, com a impressão de que a cidade "cheirava mal". Depois de viver 17 anos fora, voltou achando que o cheiro ruim desaparecera.

Nesse retrato da metrópole, também há avaliações objetivas sobre a infraestrutura. A cidade mudou depois da Lei Cidade Limpa, constata Ieda Onaga, 26, descendente de japoneses que tentou a vida na terra do sol nascente. A ausência de outdoors e placas a fez ver outras sujeiras. "Sem painéis, dá para ver as pinturas malconservadas, o reboco aparente e a tubulação exposta."

Empurrada pela crise global que atingiu em cheio a indústria japonesa, a decasségui retornou ao Brasil há um mês, na companhia do marido e do filho de um ano. Foi recebida por uma comitiva familiar no desembarque do aeroporto de Guarulhos, acompanhada pela Revista.

Como ela, tantos outros decasséguis, dos 320 mil brasileiros que hoje vivem no Japão, voltaram para São Paulo naquele dia. De acordo com a Japan Airlines, o fluxo de passageiros de lá para o Brasil cresceu entre 30% e 40% no final do ano passado, em relação ao mesmo período de 2007.

O choro na chegada era de saudade e de frustração. As lágrimas de Ieda também foram motivadas por um projeto de vida que falhou. Ainda assim, pela coragem, todos foram saudados em solo brasileiro com salvas de palmas. Ao fundo, a cidade de São Paulo a lhes dar as boas-vindas. As cinco histórias, reunidas nesta reportagem, revelam uma metrópole que se modifica ininterruptamente, sempre pronta a reintegrar quem, um dia, partiu, com ou sem data para voltar.

ame-a ou deixe-a

Pesquisa realizada pelo Ibope a pedido do Movimento Nossa São Paulo

Em janeiro de 2008, 55% viveriam em outro lugar

Em novembro, caiu para 46% a porcentagem de quem deixaria São Paulo

63% dos moradores de São Paulo acham suas vidas muito interessantes

43% acham São Paulo acolhedora

Dos aspectos positivos de viver em SP:

21% apontam as oportunidades

16% o mercado de trabalho

13% lazer, diversão e entretenimento

Dos aspectos negativos:

40% apontam a violência

18% a criminalidade

12% o trânsito

domingo, 25 de janeiro de 2009

IMAX: novo ponto turístico de Sampa

Ora imersa em uma cortina de medusas, ora em meio a uma explosão de vida dos corais ou olho a olho com uma Jubarte, por 41 minutos tive a sensação de estar naqueles mergulhos. Uma experiência grandiosa que poucos podem (ou podiam) fazer, agora é possível. 40 anos depois da primeira telona (de 14 metros – elas vão do chão ao teto – a tela padrão tem 4,7 metros) IMAX chegar ao mundo, os paulistanos são os primeiros privilegiados no país a viver essa imersão em películas de 70 mm (os filmes padrão são impressos em 35mm). A sala tem também um sistema especial de som de seis canais, que fazem até pequenos ruídos ecoarem por todo o espaço. Ponto para a cidade que ganha, agora, uma nova atração turística. Ou, várias, em um só ponto: o shopping Bourbon Pompeia.

A primeira grande atração da sala é justamente esse mergulho nos oceanos. A exibição do filme “Fundo do Mar 3D”, um documentário curto e didático do oceanógrafo Howard Hall, pretende atingir tanto o grande público, quanto grupos escolares – já que o recurso 3-D casa muito bem com esse tipo de proposta educativa.
O ingressos para as sessões, a partir desta sexta (16), administrada pela Unibanco IMAX , custarão R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) de sexta-feira a quarta-feira. Às quintas, os preços são especiais: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). O próximo filme a ser exibido na telona será “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, que teve cenas gravadas com uma câmera criada especialmente para o IMAX.
Enquanto assistia, relembrava as aulas de biologia da adolescência e já imaginava como será muito mais fácil para meu filho de 7 anos entender conceitos como simbiose e de se encantar com as maravilhas dos mares. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!, pensei. Sai do cinema e já disquei para o celular do pequeno. “Vitor, neste fim de semana vamos dar um mergulho. Você vai adorar a nova telona de cinema da cidade e os grandes óculos que eles dão pra gente lá.”

Viaje Aqui

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sertãozinho (SP) terá monumento do Cristo maior que o do Rio

Sertãozinho, a 333 km de São Paulo, está construindo um monumento do Cristo Redentor que ficará mais alta do que o do Corcovado, no Rio. A previsão é que o monumento no interior paulista seja inaugurado em abril, na Páscoa.

O conjunto em Sertãozinho terá ao todo 57 metros de altura: um pedestal de 39 metros mais a escultura do Cristo, de 18 metros. A estátua no Rio, inaugurada em 1931 e eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno, mede no total 38 metros --sendo oito de pedestal. A obra custará aos cofres de Sertãozinho R$ 1,5 milhão, quase 1% do Orçamento da cidade deste ano.

O prefeito Nério Costa (PPS) disse que o monumento não foi planejado para superar o mais famoso cartão-postal brasileiro. "Longe da pretensão de grandeza, pensamos é na visualização. Usamos um guindaste e subimos até a altura em que conseguíamos ver toda a cidade", disse.

Nada é mais alto na cidade de 103 mil habitantes --o maior prédio, de 19 andares, localizado no centro, tem o mesmo tamanho do monumento. A homenagem ao Cristo está sendo construída desde agosto do ano passado em uma pedreira chamada de Morro do Vanzela.

O monumento terá um mirante aos pés do Cristo. Além de uma escadaria que contorna o pedestal, haverá um elevador para levar idosos e deficientes até o mirante.

Pelo tamanho do monumento, as obras do pedestal e da estátua foram divididas. Ao lado da torre de concreto, o Cristo começa a se desenhar. A estrutura metálica de 18 m está sendo coberta com argamassa pelos artistas plásticos, e já se notam as mãos e o rosto do Cristo.

Depois de concluída, o desafio será juntar a estátua à base de 39 metros de altura. A JZ Engenharia, que venceu a licitação e se tornou responsável pela obras, trará da capital um guindaste de 500 toneladas para içar a estátua, que deve pesar 60 toneladas.

Segundo o secretário de Obras, Alberto Domingues Canovas, o monumento será construído como forma de valorizar a vegetação da pedreira, que já foi reflorestada e deve receber infraestrutura de um parque ecológico nos próximos anos.

A previsão era inaugurar a estátua no Natal, mas, segundo Canovas, as chuvas atrasaram a obra. Para acelerar o trabalho, a empresa, que trabalha com 30 homens, irá contratar mais 20. Evangelista Manoel da Silva, 39, carpinteiro há oito anos, já trabalha na obra. "Nunca tinha feito algo assim. É bom saber que poderei ver meu trabalho de longe", afirma.

Da janela de sua casa, no bairro Jardim Montreal, Ednalva Monteiro de Souza Abrão, 42, vê o pedestal se erguer e já aguarda as bênçãos do Cristo. "Eu gostei da ideia. Dá a sensação de a gente estar protegido. E vai atrair muitos turistas."


Sertão com mar

A JZ Engenharia já havia sido responsável por outra obra gigantesca na cidade. No final do ano passado, Sertãozinho ganhou o seu próprio "mar". Foi construída uma praia artificial, com coqueiros e faixa de areia de 160 metros, às margens de um lago. O complexo consumiu R$ 8 milhões dos cofres municipais.

Segundo o prefeito, não se trata de sobra no Orçamento --só com o recurso do Cristo é possível construir, por exemplo, cem casas populares de R$ 15 mil. "Não é que seja sobra. Tivemos um aumento de arrecadação. É uma obra de grande vulto, que queremos que seja um ponto turístico."

O PIB da cidade, que é a maior produtora de álcool do mundo, saltou de R$ 1,470 bilhão em 2003 para R$ 2,685 bilhões em 2006.


Juliana Coissi da Folha Ribeirão