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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cristo Redentor é reaberto após 15 dias interditado

Mesmo coberto por andaimes instalados para a reforma, o Cristo Redentor foi reaberto hoje. O monumento estava interditado há 15 dias por causa de deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro no início do mês. Apenas o acesso da rua Cosme Velho, porém, foi liberado e, ainda assim, somente para táxis e carros de turismo já cadastrados pela prefeitura.


As estradas que levam ao Cristo, dentro do Parque da Tijuca, tiveram 283 deslizamentos de terra. Os trilhos por onde passam o trem do Corcovado foram atingidos por 24 deles e ainda não há previsão de liberação da via. Hoje, na subida ao Morro do Corcovado, era possível acompanhar o trabalho de técnicos da prefeitura na retirada de terra, galhos e troncos imensos de árvores.

Carros particulares e motos não são ainda autorizados a acessar o ponto turístico. O restante da Estrada das Paineiras continua interditado ao trânsito, sem prazo de reabertura. Permanecem interditadas, ainda, as estradas do Sumaré, Dona Castorina, Vista Chinesa e o do Redentor.


Pichação


Dois homens suspeitos de terem pichado o Cristo Redentor já foram identificados, mas ainda não foram encontrados pela polícia. A limpeza da estátua está quase terminada. As obras de restauração do Cristo já foram retomadas. A previsão é de que fiquem prontas em 90 dias.


Na quinta-feira da semana passada, a estátua do Cristo amanheceu com os braços e a face pichadas com frases que diziam "Onde está a engenheira Patrícia?" (referência ao desaparecimento ainda não esclarecido da engenheira Patrícia Amiero, em junho de 2008) e "Quando os gatos saem os ratos fazem a festa".



Agência Estado


Pichador do Cristo pede perdão e diz que se entregará

Um dos acusados de pichar a estátua do Cristo Redentor disse estar arrependido e que irá se entregar nos próximos dias à polícia. O pintor de parede Paulo Souza dos Santos, de 28 anos, afirmou ter feito a pichação para protestar contra a demora nas investigações de crimes no Rio.

"Queria pedir perdão a Deus e à população carioca. Eu sei que cometi um ato errado. As pessoas estão achando que sou bandido ou traficante. Não sou nada disso. Sou um ex-militar. Não tinha a noção de que meu ato teria essa repercussão toda", disse o pichador, em entrevista ao jornal O Dia. Paulo está escondido na casa de amigos, com medo de sofrer algum tipo de agressão.

Ele e Edmar Batista de Carvalho, o Zabo, de 26 anos, são acusados de pichação ao monumento público, crime ambiental e injúria por preconceito (por se tratar de imagem religiosa). Se condenados, poderão cumprir pena de um a três anos de reclusão.

Segundo o advogado Alexandre Magalhães, o pintor deverá responder ao processo em liberdade. "É trabalhador e tem residência fixa. Além disso, não tem passagem pela polícia", afirmou o advogado. Eles já estavam identificados pela polícia desde a última terça-feira.

Na quinta-feira da semana passada, a estátua do Cristo Redentor amanheceu com os braços e a face pichadas com frases que diziam "Onde está a engenheira Patrícia?" (referência ao desaparecimento ainda não esclarecido da engenheira Patrícia Amiero, em junho de 2008) e "Quando os gatos saem os ratos fazem a festa".

Todas as câmeras de vigilância do Cristo estão desligadas desde os temporais da semana passada. Os dois homens aproveitaram os andaimes que estão sendo usados nas obras de recuperação do monumento para chegar ao topo da estátua.

Agência Estado

sábado, 17 de abril de 2010

Salvando a nossa 7ª Maravilha do Mundo


Pichações feita no Cristo Redentor são apagadas



As autoridades do Rio de Janeiro apagaram as pichações feitas por um grupo de vândalos na estátua do Cristo Redentor, uma das oito novas maravilhas do mundo.


A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) informou hoje que "já não há mais de pichações no Cristo Redentor", depois que o prefeito da cidade, Eduardo Paes, ordenou que elas fossem limpas em um prazo de 48 horas.

O ataque, qualificado pela Prefeitura como vandalismo, foi realizado por um grupo de desconhecidos que aproveitou que a entrada do monumento tinha sido fechada pelos desmoronamentos de terra nas vias de acesso ao topo do Corcovado para pintar a estátua.

Os autores das pichações aproveitaram os andaimes colocados por uma empresa contratada para restaurar a estátua e escreveram frases de protesto nos braços, peito e rosto do Cristo.

"Onde está a engenheira Patricia?", dizia uma das pichações em referência a uma jovem desaparecida em 2008 em um crime atribuído à Polícia. "Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa", dizia outra.

Segundo porta-vozes da Prefeitura, um grupo de peritos da Polícia Federal esteve no Cristo para tentar descobrir pistas que permitam identificar os autores do primeiro ato de vandalismo sofrido pelo monumento em quase 80 anos.

O ataque foi descoberto ontem, quando a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o prefeito do Rio de Janeiro visitaram o monumento para inspecionar as obras de restauração e os trabalhos para liberar as vias de acesso.

"Lesa pátria"


O prefeito qualificou o ato como um "crime de lesa pátria", já que o Cristo Redentor, inaugurado em 1931, foi declarado patrimônio nacional em dezembro.

O monumento, de 38 metros de altura, está localizado no topo do Corcovado e dentro do Parque da Tijuca, uma reserva ambiental.

Presume-se que os vândalos chegaram até o monumento por um dos caminhos que atravessam o parque, o que fez com que o Governo ordenasse o reforço da guarda florestal.

O acesso ao Cristo deve ser desbloqueado antes da quarta-feira, a fim de aproveitar o feriado de Tiradentes.

As chuvas da semana passada, que deixaram até agora 253 mortos, bloquearam não só a estrada que chega até o monumento, mas também a linha do trem turístico que sobe até o Cristo.


Via EFE